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quarta-feira, 13 de julho de 2011

A sobra de madeira de demolição ganha espaço em peças e produtos para casa e decoração no setor moveleiro


Para se ter uma ideia, há dois anos, na última Confortex, não havia nenhum expositor ou estande com o tema. Na atual edição, são três. E todos são unânimes quanto à demanda acelerada. O tipo de móvel ganhou tendência nos últimos dois anos por apelo e mercado aberto com o conceito e prática de sustentabilidade.

A formação do novo segmento em Mato Grosso mostra que há negócios de menos de um ano e outros no máximo de dois anos. Apesar de 10 anos no ramo marceneiro, Israel Carneiro da Silva, da São Francisco Móveis e Decorações, de Tangará da Serra (MT), tem nove meses no segmento. Ele aponta o otimismo do setor, no seu caso, porque “o crescimento de comercialização de móveis de demolição em nove meses foi 300%”.

Mas ele confessa que não havia enxergado a demanda como empreendedor. “Minha esposa tinha sonho de fazer móveis de demolição. Eu sempre retia”. Israel recolhe matéria-prima de cidades da região oeste e centro de Mato Grosso. “É de casa antiga, de curral, barracão e fazenda, ponte velha”, enumera. Há 34 anos na cidade, uma das maiores do Estado, ele era construtor.

Atualmente, seus negócios de demolição e de móveis sob medida de MDF, que trabalha mais tempo com cozinha, sala, escritório e loja, somam 50 produtos e atuação em 11 cidades de Mato Grosso, com 15 lojistas representantes, três dos quais em Cuiabá. Ele foi responsável por móveis de três hotéis na capital, todos recentes (Delcas, Hits Pantanal e Serras).

O designer Daniel Firmo fala em 50% de crescimento de peças com madeira de demolição e de material de reflorestamento entre seus produtos. “Só de demolição houve crescimento de 30% de uns dois anos para cá”, revela. Há 23 anos em Mato Grosso, este paranaense de Maringá atua em Cuiabá. Mas suas peças já percorreram. Como designer ele atua há seis anos e no segmento de madeira de natureza morta ou de demolição está há dois.

Seus produtos como aparador, mesa, bancos, peças comuns aos demais empresários do novo segmento, além de pergolados, rack, quadros e abajur já tem compradores em São Paulo, Paraná, Brasília e no Nordeste. Mas bandejas, quadros e fruteiras, tanto de matéria-prima de demolição e de madeira reflorestada já chegaram ao exterior. No total, sua linha de produtos soma 10 opções.

Mas o crescente movimento dos negócios sustentáveis provoca algumas distorções de mercado. Fábio Silva, sócio-proprietário da Personal Garden, há um ano e meio em Cuiabá, confirma que os novos pedidos de produtos ganharam força nos últimos dois anos. Por conta da oportunidade, ele representa em Mato Grosso a Flor de Lótus, de Minas Gerais há três meses, empresa de móveis rústicos. Ele recolhe madeiras da sobra de obras da construção e de edificações demolidas.

Fábio avisa que apesar de aceitação e procura pelos produtos com a madeira de demolição, há casos de negócios que atuam com linhas de móveis envelhecidos e são comercializados como objetos de madeira de demolição.

Até este domingo, profissionais do setor, estudantes e população em geral podem participar gratuitamente da Confortex 2011 – Feira de Móveis, Decoração e Construção, no Centro de Eventos do Pantanal. A feira é organizada pelo Sebrae-MT, Sindimóvel, Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Indústria, Comércio, Minas e Energia (Sicme).Novos produtosEle não vê problema neste outro segmento da cadeia, mas é preciso o consumidor saber da diferença dos dois casos. “É o móvel que tem tratamento químico específico para ficar com aparência de madeira velha. É lixado, pintado e trabalha-se com soda para envelhecer a madeira”, conta.

Para agregar valor ao seu negócio, ele tem sociedade com a consultora de Feng Shui, Heliane Zanol, para trabalhar com os produtos de decoração o conceito de bem-estar com utilização de essências e óleos essenciais. “O óleo essencial trata e previne sistema respiratório, nervoso, o emocional da pessoa, o físico e o mental”, explica.

Fonte: Redação 24 Horas News

sábado, 21 de maio de 2011

MÓVEIS: Empresas moveleiras importam madeira certificada dos EUA



MÓVEIS: Empresas moveleiras importam madeira certificada dos EUA

As empresas brasileiras de móveis estão substituindo o uso de lâminas e madeiras tropicais e importando dos Estados Unidos. Assim espécies como nogueira, freixo, carvalho, maple, tulupeiro estão sendo cada vez mais utilizadas, especialmente quando o produto final é destinado ao mercado internacional.
Um dos motivos para essa importação é que os produtores norte-americanos geralmente obtêm os selos do Forest Stewardship Council (FSC) e do Sustainable Forestry Iniciative (SFI), dois dos sistemas de certificação mais conhecidos do mundo. 
Outro fator para essa importação é que o fornecimento norte-americano de madeira e laminados americanos é constante e regular o ano inteiro. No Brasil, a época das chuvas faz interromper ou diminuir as entregas às indústrias, o que atrapalha o planejamento da empresa.
De acordo com o diretor da AHEC (American Hardwood Export Council), entidade que busca promover o uso e aplicações das madeiras duras americanas, Miike Snow, as condições climáticas do País favorecem para essa produção. O clima temperado e o solo fértil têm servido de alimento para um "mar de florestas" em todos os estados dos EUA, com madeira de lei distribuída de forma bem mais intensa, ao sul do Rio Mississipi.

Fonte: Painel Florestal 

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Conheça as madeiras nativas.


Tipos de madeiras brasileiras: angelim-pedra, curupixá, cumaru, goiabão, ipê, jatobá, louro-vermelho, marupá, massaranduba, muiracatira, pau-amarelo, pau-marfim, pequiá, pinus, sucupira são alguns tipos de madeiras...conheça suas características e aplicações fazendo pesquisa neste blog pelo nome das madeiras.

terça-feira, 19 de abril de 2011

A volta da madeira de lei

Um projeto inédito poderá devolver ao mercado espécies nobres da Mata Atlântica, comercialmente extintas. E ajudar a reconstruir nossas florestas

Ao lado
RARIDADE 
Jayme Vargas e a cadeira de Tenreiro. Dos cinco tipos de madeira usados na peça, três só são encontrados em demolições


A Cadeira de Três Pés da foto ao lado é uma obra de arte. Foi comprada pelo colecionador Jayme Vargas, dono de um acervo com mais de 70 móveis de design em São Paulo. Ele diz que foi um namoro de cinco anos, mas não revela o preço. “A qualidade estética dessas peças me encanta”, diz. Estima-se que existam apenas dez unidades dessa cadeira. Poucas à venda. É um dos ícones do design brasileiro. Foi criada pelo marceneiro Joaquim Tenreiro, considerado o inventor dos móveis modernos no Brasil. Ele criou, nas décadas de 50 e 60, um estilo que marcou o país, equipando o interior dos prédios desenhados por Oscar Niemeyer.
Além do talento pessoal, Tenreiro, que morreu em 1992, também contava com outro recurso natural: belas madeiras brasileiras. A Cadeira de Três Pés é uma de suas grandes criações. Sua marca são as tiras unidas sem encaixe ou prego, feitas em cinco tipos de madeira maciça: mogno, imbuia, pau-marfim, jacarandá e roxinho. Se fosse feita hoje, a peça seria diferente. Pelo menos três das cinco espécies não estão disponíveis. A causa está na floresta. Ou na falta dela. As árvores que deram vida à peça de Tenreiro foram cortadas indiscriminadamente na Mata Atlântica. Agora que só restam 7% da floresta, as espécies sumiram. As madeiras de lei que Tenreiro e outros designers de móveis usavam no Brasil se extinguiram. Espécies como peroba-rosa, pau-marfim, jatobá, jequitibá e ipê-roxo, hoje, só são encontradas em demolição.
“Se quisermos ter madeira nativa de novo, vamos ter de plantar floresta”, afirma Ricardo Ribeiro Rodrigues, professor de ciências biológicas da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq), da Universidade de São Paulo. Foi o que os pesquisadores começaram a fazer, com pequenos agricultores de Extrema, cidade na divisa entre Minas Gerais e São Paulo. Num projeto inédito apoiado pela prefeitura e financiado pela organização ambiental The Nature Conservancy, os lavradores vão reconstruir trechos devastados da Mata Atlântica. Se der certo, entre 20 e 30 anos os brasileiros poderão voltar a comprar móveis de “madeiras de lei”.
Os cientistas conseguiram aprimorar a técnica necessária para recompor uma floresta nativa. O plano de plantio prevê a mistura de 80 espécies. É preciso respeitar o espaço que cada árvore vai precisar quando adulta. Observar como o sombreamento de uma interfere na outra. É um quebra-cabeça. Os agricultores não estão no projeto por bom-mocismo. Em troca, podem explorar a nova mata comercialmente. “Como não temos mais Mata Atlântica para manejar, vamos recriar uma floresta que já não existia”, diz Paulo Pereira, do Departamento de Meio Ambiente de Extrema.
Enquanto as árvores nobres não ficam maduras para ser cortadas, os agricultores podem ganhar com os subprodutos da floresta. Espécies menos nobres já dão madeira em dez anos. Algumas plantas nativas são princípios da indústria farmacêutica. Outras entram em cremes e sabonetes nas fábricas de cosméticos. Os benefícios ultrapassam o âmbito da decoração. A reconstrução da Mata Atlântica garante a manutenção da biodiversidade e de serviços prestados pela floresta. A água doce e limpa que sai das torneiras de mais de 122 milhões de brasileiros nasce em seus mananciais. Boa parte da polinização da agricultura depende dos insetos dali.
O agricultor Elias Alves Cardoso, de 50 anos, foi um dos primeiros a aceitar o desafio. Ele já é parceiro da prefeitura de Extrema no projeto Conservador das Águas. Todo mês, recebe uma quantia em dinheiro para deixar intactas as nascentes em sua propriedade de 18 hectares (o equivalente a 18 campos de futebol). Ganha R$ 176 ao ano por hectare protegido. Em contrapartida, deixa de colocar ali o gado que lhe traria um lucro anual de cerca de R$ 120. Agora, Cardoso vai ampliar suas terras verdes para, daqui a uma década, começar a vender madeira. “É um dinheirinho a mais para deixar para os netos”, diz. “Uma poupancinha, porque a gente já está de idade.”
Com o incremento da vegetação, Cardoso deve cumprir a legislação ambiental. O Código Florestal determina que as propriedades agrícolas da Mata Atlântica mantenham 20% da área com floresta nativa. Não significa deixar de usar aquele naco de terra. A lei permite que se retire dali algumas árvores, mas com cuidados que garantam a sobrevivência futura da mata. Estima-se que menos de 10% dos imóveis rurais brasileiros tenham hoje essa reserva legal. Principalmente porque há uma impressão de que floresta não dá dinheiro. O projeto de Extrema pode ajudar a mudar essa percepção.



domingo, 23 de janeiro de 2011

Ipê (Tabebuia)

CARACTERÍSTICAS: sem odor ou gosto característicos, alburno amarelo, cerne verde-oliva escuro, às vezes marrom escuro, granulação encadeada, textura média.
  ALGUMAS APLICAÇÕES: material para soalho, construção civil, caixilhos e quadros de portas, altamente resistente,   excelente para perfurar com broca ou jato de areia.

DENSIDADE: madeira altamente densa, com 13% de umidade tem 1.103 kg/m 3, verde tem 1.315 kg/m 3 , seca rapidamente ao forno ou ao ar livre.